Perante os desafios climáticos no Índico, a arquitectura moçambicana começa a olhar com admiração para os saberes ancestrais. O cimento importado e o vidro espelhado dão lugar a terra crua, ventilação cruzada e madeiras locais certificadas.

O saber ancestral ao serviço da inovação

Em projectos recentes em Gaza e Sofala, habitações comunitárias são projectadas com cobertura elevada para escoamento térmico natural, reduzindo a temperatura interior em até 7 graus Celsius sem qualquer consumo de energia elétrica.

"Construir sustentável em Moçambique não é importar materiais caros da Europa. É ouvir o vento, respeitar o sol e usar a terra que temos sob os pés."

O movimento atrai a atenção de universidades internacionais e abre caminho para um urbanismo tropical genuinamente africano.

Amélia Matusse

Amélia Matusse

Jornalista Cultural e Ambiente

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