Malangatana Valente Ngwenya não foi apenas um pintor ou escultor; foi uma força cósmica que traduziu as dores, os mitos, as celebrações e os anseios do povo moçambicano em telas que continuam a pulsar com cores incandescentes.

Das raízes em Matalana aos museus mundiais

Nascido na pacata aldeia de Matalana, Malangatana manteve sempre os pés fincados na terra que o gerou, mesmo quando as suas obras ocupavam as salas mais prestigiadas em Paris, Nova Iorque, Lisboa e Londres. Este documentário da Revista Ícone visita o seu atelier preservado, conversa com familiares, discípulos e recupera depoimentos em áudio inéditos.

"A minha arte é o grito do meu povo. Não posso pintar sem sentir o pulsar da vida que me rodeia." - Malangatana.

O Centro Cultural de Matalana

O legado do mestre continua vivo através do centro comunitário onde centenas de crianças e jovens aprendem pintura, dança tradicional e teatro. Um tributo imperdível àquele que fez da arte uma ponte infinita de fraternidade.

Amélia Matusse

Amélia Matusse

Jornalista Cultural

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