No bairro de Chamanculo, o som ritmado de martelos sobre o metal ecoa desde as primeiras horas da manhã. Artistas transformam fragmentos descartados de maquinaria e antigas armas desativadas em figuras humanas imponentes e totens de esperança.

Da destruição à poesia visual

Herdeiros da célebre tradição que uniu o projeto "Transformação de Armas em Enxadas" aos grandes museus do planeta, os novos escultores da capital mantêm viva a capacidade única da arte moçambicana de curar feridas históricas através da estética.

"Cada peça de metal tem uma história pesada. O nosso trabalho é libertar a beleza e a paz que estavam aprisionadas naquela dureza."

As galerias da baixa da cidade recebem colecionadores de todo o continente atraídos por uma força plástica que alia vigor técnico a profunda carga emotiva.

Amélia Matusse

Amélia Matusse

Jornalista Cultural da Revista Ícone

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